sábado, 25 de maio de 2019


Dia Nacional da Adoção

Hoje, dia 25 de maio, é celebrado o Dia Nacional da Adoção. 
Esta data visa promover debates sobre um dos princípios mais importantes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): o direito da convivência familiar e comunitária com dignidade.
Quando as crianças são negligenciadas ou abandonadas por seus pais biológicos, a adoção é uma alternativa para não privar o jovem de usufruir de uma relação harmoniosa e saudável num contexto familiar e social.
Normalmente, durante esta data, algumas organizações, como a Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção, promovem atividades lúdicas e educacionais para conscientizar a população em geral sobre o funcionamento dos processos de adoção no Brasil.
Foi o que aconteceu recentemente. A Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (AMPARA) em parceria com a Comissão de Infância e Juventude (CIJ) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-МT), promoveu um evento que tinha como objetivo dar visibilidade às crianças e adolescentes que estão aptos para adoção, e está em evidência devido as críticas que recebeu. 

"Adoção na Passarela" gerou controvérsia na internet e foi criticado por exibir as crianças que aguardam a oportunidade de entrar em uma família.



Criado com o intuito de dar "visibilidade a crianças e adolescentes que estão aptos para adoção no estado do Mato-Grosso", de acordo com os idealizadores, a segunda edição do evento "Adoção na Passarela" gerou controvérsia nas redes sociais. 
Promovido pela Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (AMPARA) em parceria com a Comissão de Infância e Juventude (CIJ) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-МT), o " Adoção na Passarela" colocou crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos para "desfilar" no Pantanal Shopping na noite desta terça-feira.
"Será uma noite para os pretendentes - pessoas que estão aptas a adotar - poderem conhecer as crianças, a população em geral poderá ter mais informações sobre adoção e as crianças em si terão um dia diferenciado em que elas irão se produzir, cabelo, roupa e maquiagem para o desfile", disse a presidente da Comissão de Infância e Juventude da OAB-MT e da Comissão Nacional da Infância, Tatiane de Barros Ramalho, antes da realização do evento.
Apesar da causa nobre, a realização do evento acabou virando motivo de polêmica nas redes sociais. Para muitos usuários, a exposição dos menores de idade que estão à procura de um lar foi vista com maus olhos.
A crítica também partiu de algumas personalidades. O advogado criminalista Eduardo Mahon, que é ligado às questões culturais de Mato Grosso escreveu que o evento lembra "uma antiga feira de escravos, onde os senhores viam os dentes e o corpo dos africanos para negociar o lance." Ele não foi o único a falar sobre uma suposta "mercantilização" dos órfãos.
Candidato à Presidência da República nas últimas eleições, Guilherme Boulos também falou sobre o evento. "A 'passarela da adoção', em Cuiabá, expondo crianças de 4 a 17 anos para a escolha dos pretendentes pais é de uma perversidade inacreditável. Os efeitos psicológicos da exposição, expectativa e frustração dessas crianças pode ser devastador, ainda que a intenção tenha sido outra", reclamou o psolista.
A ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, também questionou a realização do evento nas redes sociais. O jornalista Paulo Henrique Amorim foi mais um a comentar o evento em um post em seu blog. "Uma inovação alucinada", opinou. 

Fonte: Último Segundo - iG @ https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2019-05-22/evento-de-adocao-em-cuiaba-gera-polemica-ao-exibir-orfaos-em-passarela.html
Será que os fins justificam os meios? 
Colabore conosco e deixe sua opinião sobre esse assunto.

Publicado por: Marcela Rodrigues.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Assim caminha a humanidade?!

Brasil tem 5,2 milhões de crianças na extrema pobreza e 18,2 milhões na pobreza

Crianças e jovens são os mais afetados pela pobreza no Brasil, segundo o IBGE.

Por Daniel Silveira e Luiz Guilherme Gerbelli, G1
 

Os indicadores sociais revelam uma realidade perversa para crianças e jovens no Brasil. No ano passado, 12,5% da população brasileira de 0 a 14 anos vivia na extrema pobreza e 43,4% na pobreza, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta semana.

Em números absolutos, são 5,2 milhões de brasileiros de 0 a 14 anos na extrema pobreza – o equivalente a quase toda a população da Dinamarca – e 18,2 milhões na pobreza – pouco mais do que o número de habitantes do Chile.
A pesquisa mostrou um outro dado alarmante: entre todos os grupos etários, o porcentual de pobreza por contingente populacional tem maior concentração nas crianças e jovens.

Segundo o IBGE, é considerado em situação de extrema pobreza quem dispõe de menos de US$ 1,90 por dia, o que equivale a aproximadamente R$ 140 por mês. Já a linha de pobreza é de rendimento inferior a US$ 5,5 por dia, o que corresponde a cerca de R$ 406 por mês. Essas linhas foram definidas pelo Banco Mundial para acompanhar a pobreza global.

Saiba mais em :  https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/12/09/brasil-tem-52-milhoes-de-criancas-na-extrema-pobreza-e-182-milhoes-na-pobreza.ghtml


Publicado por: Jeferson Santana


quinta-feira, 23 de maio de 2019

Vida Maria: A reprodução de gerações e seus impactos

-  Vida Maria: A reprodução de gerações e seus impactos

Considerando a temática do Blog ao apresentar a realidade de famílias com baixa renda e seu cenário de vida, bem como as publicações anteriores, nesta, será apresentado o curta-metragem "Vida Maria", o qual mostra a reprodução de uma realidade por 3 gerações. 



É possível relatar e observar que, em famílias de baixa renda, independente do quantitativo de crianças, tal reprodução ocorre de forma contínua, como no filme, por motivos de ajuda e/ou responsabilidades transferidas como forma de sobrevivência. Ao relacionar o filme às famílias em questão, é possível deparar-se com interpretações e questionamentos sociais quanto ao desenvolvimento das "Marias", como: o estudo interrompido, a responsabilidade doméstica das crianças, o desenvolvimento intelectual e autônomo, dentre outras questões. 


Apresente sua reflexão e participe conosco sobre a discussão desta realidade que é reproduzida no cotidiano brasileiro.



"Temos com essa sequência a noção de que um ciclo se encerra enquanto outro continua, dando seguimento ao fado das mulheres da família. O curta-metragem mostra como os trágicos destinos se repetem e como as gerações reproduzem aquilo que aprenderam sem qualquer mudança ou crítica."

Segue abaixo o link sobre o curta-metragem apresentado na íntegra.

https://www.culturagenial.com/filme-vida-maria



Publicado por: Larissa Salgado Teixeira

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Laços de Amor

Boa tarde a todos queridos  amigos!
Hoje venho aqui compartilhar com vocês algo que está dentro do nosso tema, já que na nossa notícia temos o assunto da adoção  quero falar sobre ele também .
Ao acompanhar as postagens dos colegas tenho visto que alguns que  falam sobre a adoção, comentam sobre o fato de existir   um " Perfil de criança" e eu fiquei me perguntando " Como assim?" . Me Surgiu uma curiosidade em saber mais sobre isso e principalmente saber como o governo age em relação a esse assunto já que há um " perfil de crianças para serem adotadas " e as que estão fora desse perfil provavelmente vão passar a vida inteira em abrigos. E isso é triste, então venho aqui deixar minha opinião sobre o tema não acho que as crianças devem ser olhada como um produto e ser avaliadas Como " dentro ou fora do padrão" por sua cor , ou características físicas , que são os principais motivos de não adotarem crianças Negras e com alguma necessidade especial.
Ao pesquisar sobre a existência de ações do governo relacionada à isso vi que há algumas campanhas que são feitas em prol de mostrar as famílias que essas crianças consideradas fora dos padrões, também precisam de um lar.
Em Santa Catarina foi realizada uma campanha chamada" Laços de amor" vou deixar o endereço do site para que todos possam visitar. A campanha tem o objetivo de reduzir o número de crianças  e adolescentes acolhidos em instituiçoes do Estado, eles divulgam e contam historias reais e felizes para que o olhar dos futuros pais possam mudar, história de crianças com deficiências e grupo de irmãos e isso pode fazer com que as famílias pensem e olhem diferente para essas crianças, através dessas histórias divulgadas, a campanha visa também trazer a ideia de que a idade não interfere nos laços que podem ser criados , já que muitos pais não querem adotar crianças acima dos 8 anos .
Uma iniciativa muito legal que também procura agilizar os processos de adoção e conscientizar as famílias que querem adotar. Todos os lugares precisam de campanhas como essas que incentivem as famílias a olharem para as crianças além da cor ou das características físicas, pois há muito mais para ver em uma criança.
Aluna Juliana Antunes Costa 
Matrícula 17112080465

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Planejamento Familiar em pauta


Nosso assunto principal sobre uma grande família se tornar maior ainda ao adotar mais crianças, revelou-se em um tema muito rico, o qual abre parênteses para a abordagem de muitas questões pertinentes à nossa sociedade contemporânea. Um destes tópicos é a discussão sobre a questão do planejamento familiar.

Planejar consiste, de acordo com o senso comum, em pensar e criar estratégias para gerir com êxito determinada situação. Portanto, planejar uma família seria, entre outras coisas, pensar em estratégias para assegurar a captação e emprego de recursos que garantam a sobrevivência e o bem estar de seus integrantes. Seguindo o pensamento lógico: quanto mais pessoas, mais recursos serão necessários. Contudo, a nossa “matéria mãe” nos aponta o fato que caminha na contramão deste pensamento lógico: “Mãe de seis adota sete”; e no corpo da matéria descobrimos ainda que a única fonte de renda vem de um salário mínimo.

A questão que se põe em pauta agora é: apesar de ser emocionalmente louvável a atitude destes pais, sob um pensamento racional e objetivo, vê-se que, em abrir as portas de sua casa para acolher mais sete seres humanos, além dos 8 que ali já habitavam, os escassos recursos que deveriam garantir o bem estar e sobrevivência destes primeiros, agora se tornariam ainda mais rarefeitos devido a chegada destes. Ou seja, até que ponto a máxima do “onde come 1, comem 2; onde comem 2, comem 3...” se estenderia? Afinal de contas, aonde “come 1, comem 10?” E, se comem, comem bem? Comem bem o suficiente para crescer e se desenvolver com a devida dignidade?

Somos um povo reconhecidamente caloroso. Muitas das vezes tomamos atitudes baseadas apenas em emoções. Mas as consequências práticas serão inevitáveis. Se, esta mãe de seis tivesse se planejado e, juntamente com seu conjugue, tivessem adequado a criação de sua família sob sua realidade financeira e social, será que eles teriam tido tantos filhos biológicos e/ou teriam adotado ainda mais crianças? Será que estas crianças terão condições de se desenvolver integralmente mediante as muitas dificuldades iminentes que enfrentarão devido à falta de recursos?

Não se trata aqui de um julgamento às ações destes pais que, volto a repetir, tiveram uma atitude louvável e humana. Contudo, pretendo com esta publicação, querido leitor, instigar o seu pensamento crítico acerca deste assunto tão controverso e polêmico, mas que gera impactos graves na nossa sociedade. Pois na medida em que se tem conhecimento de que os recursos do nosso planeta são limitados e que, este já tem apresentado sinais de cansaço e saturação, qual deveria ser o nosso papel enquanto cidadãos? E, (lembrando que este blog foi desenvolvido por alunos de pedagogia), qual o nosso papel como futuros educadores mediante a sociedade?

Portanto, “Aonde comem 6, come o bonde?”




Imagem disponível em: https://brainly.com.br/tarefa/9402931



Participe conosco, deixe seu comentário e enriqueça a nossa discussão!

(Atenção: comentários que promovam violência e/ou pornografia serão excluídos).



Segue abaixo um link de uma breve matéria do Mundo Educação que corrobora com alguns pontos levantados acima.



Publicado por: Sheila Albino Garlope

sábado, 18 de maio de 2019





Nota-se, que grande parte das crianças disponibilizadas para adoção têm irmãos e pertencem a faixas etárias mais avançadas, o que dificulta ainda mais a possibilidade de virem a ser adotadas. Vemos então, o quanto o caso da reportagem é raro e admirável. Pois, mesmo sem as devidas condições financeiras, a família adota sete para não separar irmãos.


Publicado por: Clara Contarato Bastos




sexta-feira, 17 de maio de 2019



A realidade da adoção no Brasil

“Para cada criança e adolescente que está em situação de adoção existe quase cinco pretendentes”.

Infelizmente a maioria das crianças nos abrigos está fora dos pré-requisitos listados pelos pretendentes que em geral, opta por meninas brancas de até 5 anos de idade. 75% das crianças disponíveis para adoção são maiores de 5 anos e acabam passando a maior parte da sua vida nesses abrigos.





Publicado por: Marcela de Souza Mesquita Rodrigues.